A festa russa para comemorar o nascimento de Cristo é no dia 7 de janeiro, uma semana depois do Ano novo. Ocorre que até o ano de 1918, na Rússia vigorava o calendário juliano. O Ano novo, segundo o antigo calendário, comemora-se na noite de 13 para 14 de janeiro do atual calendário. Surgiu até uma denominação para esta data na Rússia contemporânea – velho ano novo.
Yolka enfeitada na Praça Vermelha. Na Rússia a yolka, ou pinheiro, é simbolo da festa de Ano novo e não do Natal.
Elas são, sem dúvida, o souvenir russo mais famoso. Caminhando pela Praça vermelha, em Moscou, podemos encontrar lá e no seu entorno, matrioshkas de todos os tipos, com os mais diversos desenhos, com os mais diversos números de peças, atraindo os turistas que por lá passeiam e consideram indispensável adquirir um dos mais representativos símbolos da Rússia – as simpáticas bonecas pintadas em madeira.
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Pais e filhos frequentemente falam em línguas diversas. No que se refere aos imigrantes russos nos EUA, isso não é somente uma metáfora, a afirmação tem sentido denotativo: são duas línguas diferentes para gerações diferentes.
“Papai, não vá além do muro da escola, nem se aproxime dos alunos, nem atenda ao telefone se você vir que é a professora quem está ligando” – são as instruções que o pequeno Mikle, de 8 anos, dá ao pai, falante de russo.
Nos EUA vivem mais de 5 milhões de russofalantes
O pai de Mikle ruboriza-se, não de raiva, mas de vergonha. Sente-se humilhado pelo fato do próprio filho se envergonhar dele, pois seu “English” é péssimo.
O regime soviético, fechado à inspeção externa, negava a sua população o direito de conhecer o que existia e o que acontecia além das suas fronteiras. No contexto da monotonia que resultava da adequação ao que era recomendado pelo Partido Comunista da União Soviética, quem ousava se destacar pela roupa, pela música que aprecia ou pela linguagem que usa, poderia ser encarado como uma ameaça. No período conhecido como «degelo» (designação não oficial do período que segue a morte de Stalin, quando o secretário geral do partido era Nikita Khrushiov), surgiram nas grandes cidades da União Soviética os «stiliagas», jovens que se diferenciavam por se vestirem de forma extravagante, com cores abertas, em estilo ocidental, que cultuavam o jazz e o boogie-woogie e que, quando apareceu o rock-and-roll, eles também curtiram.
O fato de não se conhecer a origem do nome da capital da Rússia produziu muitas histórias que pretendem explicar de onde veio a denominação. Algumas delas são tão fantásticas, que só valem por isso mesmo. E como elas são diversas e nada se pode provar, mesmo que haja alguma que se aproxime da verdade, provavelmente, jamais saberemos. Porque para tudo deve haver uma explicação, uma origem, é que se inventa quando não se sabe, porque é difícil suportar o ser de origem desconhecida.
As muralhas do Kremlin às margens do Rio Moscou, Primavera de 2010
Em sua visita ao Brasil, em novembro de 2008, o presidente russo Dmitri Medvedev e o presidente Lula assinaram um acordo que abolia a exigência de vistos para turismo entre os dois países para estadas de até 90 dias. Em dezembro do mesmo ano, a Argentina assinou acordo semelhante com o governo russo. Venezuela, Cuba, Peru e Equador têm acordos semelhantes com Moscou.
Lula e Medvedev durante a última visita de Lula à Moscou
Os trâmites, aqui no Brasil, precisaram passar por votação no congresso. Mas este ano, ou seja, quase um ano e meio depois, logo após a última visita do presidente Lula à Moscou, o regime de supressão de vistos entrou em vigor, para o bem do bolso dos interessados, tanto da Rússia, quanto do Brasil, que tinham de desembolsar em torno de US$ 70, para prazos de 10 dias em média e US$ 180, para que o procedimento fosse imediato. A data em que passou a vigorar o regime sem vistos é 7 de junho desse ano.
- De onde você é? Me perguntou a mãe de uma amiga quando estava em Moscou. – Do Brasil, eu respondi. – Ah, do Brasil? Ah, Pelé! – Isso. Confirmei. – E eu conheço o Tcheburashka. Todos riram. – E o Pliushenko? Ela quis saber. Respondi que não. – Ai que horror, ele não conhece o Pliushenko! E eu sem saber quem era o tal, imaginei que provavelmente era um outro popular personagem de animação e, como alguém interessado pela Rússia de modo geral, deveria conhecê-lo. Mais tarde descobri que Pliushenko era o mais famoso atleta da patinação artística da Rússia. Evgeni Pliushenko, que participou dos últimos Jogos Olímpicos de Inverno em Vancouver, no Canadá, é considerado o melhor de todos os tempos. Mas isso eu não descobri antes de Galina, a mãe de minha amiga, me recomendar assistir desenhos animados para melhorar o russo. – A linguagem é simples, você vai entender tudo. Ela me dizia. – Ah, então eu posso conferir aquele do qual a senhora me falou, como é mesmo que se chama? Eu queria lembrar do Pliushenko. Ela não lembrou de ter falado de nenhum desenho animado anteriormente. Claro.
O alfabeto russo é uma das variantes do alfabeto cirílico. Outras variantes são empregadas na grafia das línguas nacionais eslavas: bielorruso, búlgaro, macedônio, sérvio e ucraniano. É também utilizado na grafia de línguas não eslavas faladas na antiga União Soviética, como o mongol, o cazaque, o uzbeque, o quirguiz e o tadjique, entre outras da Europa Oriental, do Cáucaso e da Sibéria.
Riso sem causa é sinal de tonto. É o que diz um ditado russo, rimando os equivalentes para causa e para tonto, o que o torna mais saboroso: Смех без причины – признак дурачины. De fato, por lá não se esbarra em sorrisos a todo instante. O sorriso de um desconhecido é encarado como coisa estranha ou significa que ele está querendo entrar em contato. O trato pessoal sem sorrisos é um dos traços mais perceptíveis ao estrangeiro, que frequentemente interpreta o fato como falta de cortesia. O site russo log-in.ru apresenta um artigo com uma lista de tópicos que explicam o comportamento russo em relação ao sorriso. Em muitos momentos comparando-se aos americanos, que do ponto de vista deles, sorriem automaticamente e sem sinceridade. Reproduzimos aqui alguns dos tópicos.
As grandes nações são como planetas, muita coisa orbita em torno delas. A grande Rússia faz fronteira com quinze países, além das fronteiras marítimas com o Japão e os Estados Unidos. Diferentemente das nações europeias, que espalharam sua cultura por meio das conquistas ultramarinas, a Rússia inicia sua história em Kiev e avança por séculos em direção ao leste, alcançando o Alasca. Culturalmente representa a síntese das culturas eslava e bizantina. Em muitos aspectos nos aproximamos, Brasil e Rússia – nações esquizofrênicas: culturalmente antropofágicas, gigantes e periféricas, muito ricas e muito pobres. As diferenças também são muitas, mas não vou a elas agora.